Todo brasileiro adora reclamar: do governo, das filas nos bancos, das péssimas condições de saúde pública.
E realmente possuem a razão.
O governo brasileiro é assistencialista, dá o peixe nas mãos do pobre como forma de mantê-los preso a uma política que não tem nenhum pouco de interesse de ensiná-los a pescar.
Os bancos, sempre com filas gigantescas, com atendimento precário, não oferecem água, banheiro e constantemente fazem os clientes esperarem, no mínimo, 1h na fila, isso porque, todas as opções anteriores são proibidas por lei (o que me faz observar mais um fator que é ineficiente no nosso país: a justiça).
A saúde pública, que trata a população como animais, com hospitais largados aos porcos, médicos frios, que se quer ouvem o que os pacientes tem a dizer. Uma palavra resume bem a saúde no Brasil: desumana.
E o povo reclama...
Mas reclama errado. Reclama no ouvido de quem não pode fazer nada a respeito. Reclama, mas continua votando no candidato que acredita ser o dono do país, do estado, ou da cidade, que faz média na hora da campanha política, mas depois das eleições, se isola como uma ostra, que depois que cria a pérola, torna-se impenetrável e o povo não consegue se quer ver a cara do indivíduo. Mas o povo continua a reclamar, que esse mesmo político é corrupto, que faz do dinheiro da cidade o que quer, mas se prostituem e vendem o voto.
O povão reclama, faz escândalo na fila do banco, mas não tem a iniciativa de falar com o gerente, ou de ligar para a ouvidoria.
Reclamam da Saúde Pública, mas não tem a capacidade de colocar a cara na reta para ir para a imprensa de reivindicar um direito, de ser tratado como ser humano, com dignidade.
Diante de tanta ignorância, realmente, alguém tem que se fuder...
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